fim de uma era

Em crise, SeaWorld de San Diego deve encerrar show com baleias

servido por: Felipe Batista

As apresentações de baleias-orcas no SeaWorld da Califórnia estão com os dias contados. Ainda bem. O CEO do parque anunciou, hoje, que o lendário show da “Shamu” – apresentação em que as baleias pulam, acenam e jogam água no público – deverá acabar no ano que vem.

O motivo? É óbvio: o dinheiro.

O SeaWorld San Diego tem registrado grandes perdas nos últimos anos e visto as catracas girarem cada vez menos. Muito pressionado por ativistas e após o banho de lama do documentário Blackfish, o parque californiano perdeu 17% do público no último ano. São 10 milhões de dólares em prejuízo. A cena também se repete nos parques de San Antonio, no Texas, e de Orlando, na Flórida, onde os shows, infelizmente, serão mantidos.

Joel Manby, presidente do parque, deu, é claro, outra desculpa. Disse que eles resolveram ouvir o público, que já não quer mais ver os animais em “apresentações teatrais”, e revelou que irão criar, em 2017, “uma atração focada na experiência com baleias no ambiente natural”. Difícil imaginar como fazer isso dentro de uma piscina…

Apesar de a mudança ser positiva no quesito ativismo, os executivos do SeaWorld terão que cuidar do lado psicológico dessas baleias. Muitas delas podem ficar depressivas com o fim do exibicionismo proporcionado pelos shows. Mas, essa conta, o SeaWorld vai ter que pagar.

No mês passado, o Shots fez um raio-X da crise que o grupo passa e ouviu o diretor-geral da ONG Sea Shepherd Brasil, que alertou sobre os perigos de manter as baleias em cativeiro. Leia aqui.

Todos nós sabemos que o encerramento do show da baleia-orca “Shamu”, no parque de San Diego, tem, como único e exclusivo motivo, o dinheiro. E está longe de ser a solução para o problema chamado confinamento. Mas já é um grande passo em nome da liberdade de animais inocentes.