Médicos brasileiros envergonham o país
A imagem diz tudo: um médico cubano, negro, que chegou ao Brasil para trabalhar em um dos 701 municípios que não atraíram o interesse de nenhum profissional brasileiro, foi hostilizado e vaiado por jovens médicas brasileiras, que devem ter saído da praia para cumprir esse papelão.
Vaiar médico cubano é fácil, quero ver é ir trabalhar nos 701 municípios que nenhum médico brasileiro quis ir!
Com quem você acha que a população fica: com quem se sacrifica e vai aos rincões para salvar vidas ou com essa turma de burguesinhas, sustentadas pelos pais… enfim, uma cambada que lhe nega apoio?
Em nenhum país do mundo, os médicos cubanos estão sendo tratados como no Brasil. Aqui, são chamados de “escravos” por colunistas da imprensa brasileira e hostilizados por médicos tupiniquins, como se estivessem roubando os empregos e as oportunidades. Foi o que aconteceu em Fortaleza, quando o médico cubano negro foi cercado e vaiado por jovens profissionais brasileiras… leia-se estúpidas.
Detalhe: os cubanos, assim como os demais profissionais estrangeiros, irão atuar nos 701 municípios que não atraíram o interesse de nenhum médico brasileiro, recebendo uma bolsa de 10 mil reais oferecida pelo governo brasileiro. Ou seja: não estão tirando oportunidades de ninguém. Mas, ainda assim, são hostilizados por uma classe que, com essas atitudes, destrói a própria imagem.
O governo publicou um decreto, limitando a atuação dos profissionais estrangeiros ao âmbito do programa “Mais Médicos” – mais um indício de que nenhum médico brasileiro terá o emprego “roubado” por cubanos, espanhóis, argentinos ou portugueses (esse decreto determina que a carteira provisória dos médicos, com diploma estrangeiro, que atuarão no “Mais Médicos”, deverá trazer uma observação clara em relação à proibição do exercício da medicina fora das atividades do programa). Ainda assim, cabe mais uma vez a pergunta… com quem fica a população: com o negro cubano que vai aos rincões salvar vidas ou com as médicas (elas se formaram, né?) que decidiram vaiá-lo?
Bando de baderneiros!!! Estão com medo porque ele veio trabalhar e não fazer consulta à distância. Cambada de formados (tenho dúvida) mal-educados (tenho certeza)!!!
Eles têm que atuar, sim, pois eles levam esperança, amor e atenção, onde nenhum médico brasileiro jamais se prontificou a ir. Esses mesmos brasileiros que só pensam no dinheiro… a oportunidade foi dada e não foi aproveitada pelos “nossos” médicos. Agora, é dever do estado dar essa dignidade, que é um direito desse povo tão sofrido. Se vamos para as ruas, gritar ordem, exigindo um Brasil mais justo, por que vamos, agora, depois de tanta luta, voltar atrás? Vamos apoiar uma vida melhor para nosso povo! Que venham médicos, que haja igualdade!
Esses mauricinhos não vão atender os pobres, só querem ganhar muito dinheiro, fazendo cirurgias plásticas nas madames, isso sim!!!
Recomendo aos médicos estrangeiros que se preparem e façam o Revalida. Depois procurem emprego nos hospitais dos grandes centros. Aí os médicos tupiniquins terão com o que se preocupar. Esses médicos realmente irão prejudicar os médicos brasileiros? Por quê??? Por que as pessoas dos lugares afastados irão adoecer menos por causa do foco dos médicos em saúde preventiva? E já que o fluxo de pacientes graves e agudos do SUS (e na rede privada de saúde) irá diminuir, a competição entre os médicos vai aumentar, reduzindo drasticamente os gordos salários? A medicina só é tão cara no Brasil por causa do modelo de atender o paciente apenas quando ele está doente. Todo mundo sabe que é muito mais barato evitar que as pessoas adoeçam.
Se alguém encontrar esse médico por aí, por gentileza, lhe dê um abraço, peça desculpa, agradeça a boa vontade e avise que não somos todos assim. Grato!
Repito: essas médicas “patricinhas” envergonham o Brasil!!!